Tive, no meu aquário, um peixe de cores banais.
Mas era um peixe guerreiro, que não suportava a presença de um competidor. Se isso acontecia ele se transfigurava, e o seu corpo era possuído por cores escondidas que ninguém suspeitava morasse nele. Mas como ninguém desejava o combate mortal, a magia podia se realizar com um simples espelho.
Pobre Peixe: incapaz de reconhecer a sua própria imagem no reflexo.
As batalhas teologais me fazem lembrar meu Peixe de Briga.
(Rubem Alves)
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