
Todas as cartas de amor são ridiculas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridiculas.
Também escrevi no meu tempo cartas de amor, como as outras, ridiculas.
As cartas de amor, se há amor, tem de ser ridiculas.
Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridiculas.
Álvaro de Campos (Heterônimo de Fernando Pessoa)
